logo

Pernambuco produz mais de 11 milhões de toneladas de cana

Pernambuco produz mais de 11 milhões de toneladas de cana

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras do Norte e Nordeste desde o início da safra 2020/2021 atingiu 51,16 milhões de toneladas

Os dados foram apresentados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), à Mesa de Abastecimento do Ministério de Minas e Energia, que reuniu o setor sucroenergético nacional na quinta-feira (25), em Brasília.

Com uma discreta queda, a moagem caiu 0,7% em comparação ao valor registrado no mesmo período do ano anterior, atingindo um total de 51,5 milhões de toneladas. Em Pernambuco, foram 11,7 milhões de toneladas de cana. O montante representa mais de 20% da produção total, segundo lugar em produção, atrás apenas do estado de Alagoas. A produção de açúcar ficou em 871 mil toneladas e o etanol chegou a 352 milhões de litros, somando as variantes anidro e hidratado.

Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio e presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), explica que a leve queda na moagem de cana foi consequência dos fatores ambientais. “Esses números refletem a safra do Norte e Nordeste 2020/2021, acumulada até o dia 15 de março. Quase a produção final de moagem. Foi evidenciado que houve uma distribuição irregular de chuvas, fazendo com que o esmagamento de cana não tivesse crescimento e ficasse levemente menor”.

Faltando poucos dias para o fim da safra 2020/2021, a produção total de etanol somou 2,10 milhões de litros, retração de 8,4% sobre o último ano. Além dos mais de 952 mil litros de etanol anidro, a indústria sucroenergética do Norte/Nordeste entregou 1,15 milhões de litros do produto hidratado ao mercado interno, volume 16,4% inferior ao observado em igual data do ciclo anterior, 2019/2020.

A produção de açúcar também registrou alta, de 4,9%. A safra atual registra produção de 2,95 milhões de toneladas, contra os 2,81 milhões da safra anterior.

“Houve crescimento na produção de açúcar e etanol anidro, que é o etanol de mistura à gasolina. No etanol hidratado houve decréscimo. Quanto ao açúcar, houve crescimento na demanda internacional. Países asiáticos passaram a fazer estoque de grãos, de açúcar, de commodities. Além disso, o dólar favoreceu a relação cambial. O nosso setor é muito eficiente no fornecimento do etanol anidro. Ele está presente na proporção de 27% na gasolina A, que é a gasolina que as distribuidoras compram”, explicou Renato Cunha.

Já a pandemia de Covid-19 ganhou a responsabilidade pela queda na produção de etanol hidratado. “O etanol hidratado, que é um concorrente da gasolina, contou com decréscimo na produção, arrastando os números totais da produção de etanol para baixo. Ocorreu os altos e baixos na previsibilidade de consumo. Com o isolamento social houve menor consumo internamente do etanol hidratado”, completou.

Fonte: Diário de Pernambuco

Compartilhar:




Comentários:

Colunistas